A Seleção - Kiera Cass

9:53 PM

A Seleção

                                   Não queria ser da realeza. Não queria ser Um. Não queria nem tentar. Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria apenas ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto. Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma... "


Título: A Seleção
Sub-titulo: Trinta e cinco garotas e uma coroa.
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia, Romance.
Tipo: Trilogia (Vol. 1)  




Que os Estados Unidos da America são a maior potencia economia mundial de todos os tempos todos sabem, mas ninguém sabe seu futuro. No universo distópico criado por Kiera Cass em A Seleção, o país norte americano sofre uma crise terrível depois da 4ª Guerra Mundial, e está desmoronando nas mãos da China que se apoderou dos Estados Unidos e transformou-o nos Estados Unidos da China. É então que Gregory Illéa assume o poder do país e volta a transformar seu sistema de governo em uma monarquia. A sociedade passa a ser dividida em 8 castas que são diferenciadas por sua profissão e o país passa a ser chamado de Estados Unidos da China para Illéa. 

É neste mundo novo e estranho que vive nossa protagonista America Singer, America pertence a casta 5 que é a casta dos artistas. Ela mora com a mãe, o pai e dois irmãos em uma casa pequena, muitas vezes eles passam dificuldades e embora America considere sua vida razoável eles estão apenas 3 castas acima da 8ª que é a casta da miséria. Com a maioridade do príncipe de Illéa, Maxon, se aproximando é anunciada a Seleção, e America recebe a oportunidade de se candidatar para esta. A Seleção é o nome dado ao concurso que visa dar ao príncipe a chance de escolher uma futura esposa, filha legitima de seu país. Neste concurso são selecionadas 35 garotas distintas e todas passam por testes e provações até que só sobre uma e esta se tornara a princesa de Illéa e futuramente sua rainha. America não quer participar da Seleção de maneira alguma. Ela não quer ser princesa, principalmente, porque já está apaixonada por Aspen, um jovem muito bonito e inteligente, mas ele está a uma casta abaixo da sua e por isto o namoro dos dois tem de ser um segredo. A mãe de America não aceita o não da filha e vê na Seleção uma oportunidade unica para que todos eles mudem de vida, oportunidade está que America também vê, e depois de muito debate decide se inscrever na Seleção certa de que não seria escolhida. 

Quando as selecionadas são divulgadas America Singer vê sua vida mudar totalmente indo para um palácio de um governo que não gosta para ser uma candidata a esposa de um príncipe que ela detesta. Mas é quando conhece Maxon o adorável príncipe de Illéa que se vê em uma encruzilhada. Poderia um novo começo muda-lá completamente? 
Eu finalmente li a Seleção e para que fique claro já li A Elite (volume dois da trilogia) também. Eu estava ansiosa para começar esta leitura e devo dizer que não me decepcionei. Admito que o mundo distópico criado por Kiera me deixou um pouco confusa no inicio, mas é incrível como ela adiciona informações que precisamos para preencher as lacunas em branco de forma tão sútil. 
Logo no início você consegue captar bem a personalidade dos personagens. Quando começa a ler A Seleção, sabe que America tem um espirito revolucionário dentro dela e é realmente doloroso ver que ela não desenvolve mais desta chama que clama por mudanças no desenvolver do livro, embora isso tenha sido um ponto positivo, visto que trouxe uma perspectiva diferente das distopias comuns. É interessante ver como essa personagens evoluí no decorrer da leitura, é aquele tipo de livro que faz você torcer para que a mocinha mantenha seus ideais intactos. 
Embora seja um universo interessante regido por um sistema interessante a história é basicamente focada em America e em seu doloroso drama amoroso, poderíamos lamentar por isto, mas a verdade é que a Seleção é o primeiro livro que traz um triangulo amoroso no qual eu estou realmente dividida. De um lado temos Aspen o primeiro amor de America que ocasionalmente acaba se tornando guarda do palácio onde ela está. Do outro lado temos Maxon o divertido e zeloso príncipe futuro rei de Illéa. É um jogo difícil, pois ambos estão dispostos a dar o mundo para conquistar o coração da jovem talentosa que é America. 
A história se desenvolve de maneira leve e maravilhosa. É um livro incrível e estes amores fazem você suspirar e roer as unhas. 
Gosto do estilo de Kiera, é maravilhoso ler a história da perspectiva de America, mas também é agonizante. Eu não sei se é algo da personagem ou se era a intenção da autora, mas é muito difícil saber em quem confiar, principalmente quando se trata de Aspen e Maxon, é muito complicado saber se eles estão falando a verdade ou apenas brincando com America e isso é agonizante, mas esplendido, porque são estes pequenos detalhes que nos prendem a história.
Adorei os personagens coadjuvantes, como as criadas de America e Marlee. Na minha opinião trazem cor e vida ao livro. Gosto também das outras selecionadas, algumas por serem mais excêntricas que as outras, mas principalmente por que em A Seleção você percebe que são apenas um bando de meninas que sonha em se tornar princesa, e competição a parte, é real e traz um pouco deste desejo secreto para a realidade.
É um livro bem escrito que só traz detalhes necessários e é rico em romance. Com certeza uma ótima leitura que vai te arrastar direto para o outro volume.
Gostaria de dizer que fui Selecionada e que Maxon já me escolheu como favorita. Santos Deuses, Kiera Cass está me deixando com fios brancos e em pé de tanta curiosidade e preocupação. Eu já li alguns livros com triângulos amorosos, mas eu sempre soube com quem a mocinha ficaria no final, obviedade é claro, isto nunca tirou a graça dos livros para mim porque particularmente falando eu adoro triângulos amorosos, toda essa parte de escolher um lado e escolher por quem torcer me faz interagir mais com o livro e me sentir mais dentro da história, mas Kiera Cass está estragando tudo! Eu não sei como funcionou com vocês, mas assim que li os dois primeiros capítulos soube que esse livro seria difícil. Não porque a leitura leve e concentrada fosse difícil (ao contrário), mas sim porque logo no inicio você tem um vislumbre da natureza magica e secreta que America vive em seu romance as escondidas com Aspen. O garoto mais lindo de Illéa e sua forma ardente de amar a jovem me deixaram comovida. Eu estava convencida como America. "Não importa quem seja esse príncipe...", eu dizia, "Já sou Team Aspen". Então America parte para o palácio e para a Seleção e uma parte de mim continua com Aspen o pobre e oprimido homem que por ser de casta inferior não pode colocar o mundo aos pés da mulher que ama. No palácio eu sinto que America vacila levemente. Muita pressão? Aquilo era o paraíso. Mas é graças a sua "vacilada" que conhecemos Maxon pela primeira vez. O nobre príncipe de Illéa que America julgou antecipadamente de mesquinho e fútil, não era nada mais do que engraçado, gentil e carinhoso. Tudo bem, eu vacilei por alguns momentos. Mas não podia esquecer que Aspen ainda estava em algum lugar de Illéa e meu coração se apertava. "Tem Aspen, Team Aspen.", mas então America começa a conviver com o príncipe. Como sua amiga, para aconselha-lo e ajuda-lo em sua difícil decisão. Mas não é assim que o príncipe vê a jovem ruiva e logo começamos a perceber seu favoritismo em relação a America que a está altura está perdida nos próprios sentimentos. Devo admitir meu coração vacilou. O afastamento de Aspen mudou tanto os sentimentos de America quanto os meus. Em algum cantinho de mim alguém ainda gritava Team Aspen, Tem Aspen! Mas todo o meu coração dizia em uníssono Team Maxon, Team Maxon. Não pude resistir a Maxon. Não pude! Eu sinto tanto! Não sei de que lado devo ficar e fiquei ainda mais confusa quando Aspen se tornou guarda do palácio. Mas eu acho que é está indecisão tão petulante que me manteve lendo até o final sem largar o livro por nenhum minuto. Estou apaixonada e horrorizada. Enquanto lia A Elite chorei diversas vezes em determinadas páginas porque eu sabia que alguém iria se machucar no final. Agora não me resta dúvidas, meu coração saíra despedaçado não importa se America torne-se rainha ou elite. 
Como o livro se trata basicamente da difícil decisão de qual dos dois homens amar não pude conviver com uma única citação por isto selecionei duas. 
#TeamMaxon:
- Não quero me apressar e ser feliz com qualquer uma. Eu só... Só quero saber se é possível...
- Sim, Maxon.- Sussurrei - É possível. 
Página:279
#TeamAspen:
Retomei o folego por um breve momento enquanto os lábios dele passeavam por meu pescoço.
- Eles vão matar você por fazer isso.
- E eu vou morrer se não fizer. 
Página:317

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4 Comentários

  1. Amei sua resenha, e sempre quis ler a Seleção, será minha próxima leitura!
    Beijos,
    www.teenagerdreamblog.blogspot.com

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    1. Eu agradeço imensamente! É uma leitura realmente adorável.
      Beijos, adorei o blog.

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  2. oi, tudo bem?
    Eu já terminei a série, e A Seleção foi meu favorito dos três (tomei birra da America em A Elite, rs). Concordo que esse triângulo foi bem feito no sentido de nos deixar em dúvida sobre quem será o escolhido da America, rs.
    Eu gosto mais do Maxon, mas acho que a autora puxa saco dele, e desenvolveu o Aspen pouco, pelo menos nesse primeiro livro
    beijos
    meumundinhoficticio.blogspot.com.br

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    1. ooi, tudo sim e contigo?
      Eu ainda estou esperando para comprar A Escolha, mas com certeza concordo com você em um aspecto, tomei birra da America em A Elite, ela ficou tão irritantezinha né? HAHA! De qualquer forma eu também prefiro o Maxon, mas tenho pena de me sentir assim justamente pelo que a Kiera fez com o Aspen, ele era tudo no inicio eu realmente gostava mais dele, mas dai ela começou a fazer parecer que ele era ruim e que Maxon era bom e isso ferrou tudo. Por que até então a graça da história era saber com quem ela iria ficar, mas se você já tem um favorito tudo fica meio, "tá e aí".
      De qualquer forma obrigada pela sua visita no blog (:

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