#Resenha - Divergente

3:52 PM


Título: Divergente
Sub-titulo: Uma escolha pode te transformar.
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Gênero: Distopia, Aventura, Ação.
Tipo: Trilogia
Avaliação:
Sinopse: 
"Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive. "

Beatrice Prior tem 16 anos e é obrigada a tomar a decisão mais importante de sua vida no dia da Cerimonia de Escolha. Na Cerimonia de escolha, Beatrice e seu irmão Caleb assim como todos os outros adolescentes tem que tomar uma decisão que mudará o resto de suas vidas: Escolher a que facção eles vão pertencer. Na Chicago futurista a sociedade foi dividida em cinco facções, Abnegação para os altruístas que cuidam da parte política, Amizade para os gentis que cuidam da agricultura, Audácia para os corajosos que protegem a cidade, Erudição para os inteligentes que são professores e cientistas e Franqueza para os sinceros que cuidam da parte jurídica. Nesta sociedade os adolescentes tem que tomar a decisão de escolha entre as cinco facções ou permanecer na sua facção de origem. A partir de sua escolha eles abandonam toda a sua antiga vida e dedicam-se totalmente a sua nova facção. Para ajudar a tomar está decisão eles são submetidos a um teste de aptidão, onde suas escolhas mostraram á qual das facções eles pertencem. Quando Beatrice realiza o teste de aptidão seus resultados foram inconclusivos e em uma sociedade onde todas as pessoas se encaixam em algum lugar ela se vê perdida e amedrontada diante de um novo termo que a assombra: Divergente. 
Você nunca sabe quais são as decisões certas a tomar quando sente que não se encaixa em lugar nenhum. E é assim que Beatrice se sente no inicio de Divergente quando antes mesmo de realizar o teste de aptidão se sente perdida e acima de tudo sente que não pertence a sua facção de origem, Abnegação. É fácil perceber seu medo e sua insegurança com relação a saltar para o desconhecido, mas Beatrice o faz mesmo assim e é quando escolhe a facção da Audácia, os corajosos, e passa a assumir o nome de Tris que toda a aventura realmente começa. 

O medo de abandonar sua família e a surpresa da escolha de seu irmão são deixados para trás quando Tris é submetida a um treinamento pesado onde tem que dedicar todo o seu tempo á tornar-se corajosa. Assim como um novo nome, Tris também ganha amigos e conhece pessoas não tão simpáticas assim na Audácia e passa a lutar arduamente para sobreviver a cerimonia de iniciação do lugar ao qual escolheu para chamar de casa. Toda a sua cabeça ainda é confusa e bagunçada, mas Beatrice é inteligente e eis um ponto muito admirável na protagonista, ela não é fútil e tola, mas sim corajosa e esperta, o suficiente para tomar decisões arriscadas, mas surpreendentes. 

Durante toda a narrativa Tris tenta fugir e lutar contra o termo que tanto a assombra porém a descreve: Divergente. Alguém que tem aptidão para mais de uma facção, alguém perigoso, capaz de ameaçar todo o sistema, capaz de despertar o interesse de Jeanine Mathews líder da Erudição, facção dos inteligentes, facção do seu irmão. 

Tris tem uma longa caminhada cheia de caminhos perigosos e aventuras em ascensão para percorrer, mas ela não o faz sozinha e é quando fica mais próxima de Quatro, seu instrutor de iniciação, que descobre que não é a única a guardar segredos. 
É suspeito que eu fale de Divergente até porque de todos os livros que eu já li está é a minha trilogia favorita e eu não sei dizer qual dos três livros é meu favorito, mas a história, os personagens, todo o cenário e a ideia montados por Verônica é mais do que apenas surpreendente. É mais, muito mais. 

Divergente tocou meu coração de forma profunda, não tenho como explicar o quanto sou obcecada por cada resquício deste universo futurístico que Verônica criou, só tenho a dizer: Obrigada, obrigada, obrigada. 

Toda a história é genial e o primeiro livro é apenas um gostinho do que ainda está por vir. É cheio de aventura, ação, é uma forma muito bem mestrada de lhe apresentar um mundo que você não conhecia. E é real. Acima de tudo é real porque você pode sentir em cada paragrafo o que sentia a protagonista. 

Como eu já terminei todos os três livros é difícil para mim apresentar este mundo sem lágrimas nos olhos, mas tenham certeza de que todas as vezes em que toco na história Divergente sinto meu coração aquecido pelos ensinamentos tão grandiosos para a minha vida que Beatrice Prior me trouxe. 

É um romance tão doce e real e ao mesmo tempo é violento e assustador porque você sabe o que esperar e então descobre que estava errado. Eu tenho muito a dizer sobre o quão inteligente Verônica é. Acima disso tenho que dizer que me identifico tanto com Beatrice que me vejo tomando suas decisões antes mesmo que tenham lhe dado a oportunidade. E ela é incrível. Uma heroína diferente de todos os outros livros que eu já li. Esse é provavelmente um dos pontos que me faz amar mais divergente. É por que a heroína é realmente uma heroína. Tris não é apenas uma garota loira e bonita que encontra um rapaz bonito e segue seu destino, não, ela tem garra, tem determinação, é uma adolescente com tanto a aprender, ela é uma guerreira de forma que todas as outras protagonistas que conheço ficam pequenas próximas a Tris Prior. 

Existem os outros personagens é claro e todos eles são maravilhosos. Quatro, nosso incrível herói é tudo o que uma garota poderia sonhar e é real. Acima de tudo Quatro é humano. Diferente de todos os estereótipos que os livros nos apresentam. Por que ele tem medos e tem inseguranças e ele erra. É um humano como você e eu e isso me cativa tanto. Por que na maioria das vezes os mocinhos são perfeitos demais para ser verdade. 

Amo a ideia de facções baseadas em suas virtudes. Quer dizer: Isso é o máximo! Não sei como Verônica teve uma ideia tão estupenda, mas eu sou apaixonada por está visão de um mundo em que somos classificados por nossas qualidades e não defeitos. É incrível quando você se apega a este universo porque é como se realmente quisesse se sentir parte dele. É uma pena que tenhamos tão pouco contato com todo esse mundo, porque como é uma distopia, vocês já devem imaginar o que acontece nos outros dois livros. 

É um livro cheio de maravilhas e uma trilogia que promete MUITO! Não deixem de conhecer porque vale muito a pena se entregar a está nova oportunidade. Na iniciação ela abandona Abnegação para se tornar corajosa e no decorrer do livro nas entrelinhas podemos perceber que ela está na verdade buscando sua verdadeira essencial altruísta. É lindo.

Eu sei que sou Divergente porque sou corajosa e inteligente e porque sou sincera e altruísta e algumas vezes gentil também, sou divergente porque quando sou corajosa não sou inteligente e porque quando sou inteligente geralmente não tenho atitudes audaciosas, sou divergente porque não posso ser sincera e altruísta ao mesmo tempo e porque sinceridade e gentileza nem sempre andam juntas, sou divergente porque acredito em mim mesma e minha coragem me desperta um egoísmo que me afasta do altruísmo. Sou Divergente porque isto é o que eu sou e porque eu não sou apenas uma coisa. Sou livre. 
Essa minha ideia de colocar uma citação em cada resenha vem me matando periodicamente. Primeiro e unicamente porque é quase impossível escolher uma citação que represente bem o suficiente o livro. Se for um livro como Divergente sei que não existem citações ou palavras que possam representa-lo por isso acabei por escolher um trecho importante do livro. É maior do que uma citação, mas é importante porque depois disto Tris começa a buscar por uma natureza que ela abandonou e pensou que não pertencesse a ela:
"Eu serei a filha que fica; eu tenho que fazer isso pelos meus pais. Eu tenho. [...] Audácia, fogo, e Abnegação, pedra, estão ambos a minha esquerda, um em frente ao meu ombro e outro atrás. Eu seguro a faca na minha mão direita e toco a lâmina na minha palma. Apertando meus dentes eu arrasto a lâmina para baixo. Dói, mas dificilmente percebo. Eu tenho minhas duas mãos sobre o peito e minha próxima respiração sai estremecida. Eu abro meus olhos e estiro meu braço. Meu sangue cai no carpete entre os dois potes. Então, com um arquejo que não consigo conter movo minha mão e meu sangue arde nas brasas.  Eu sou egoísta. Eu sou corajosa."


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